quinta-feira, 28 de outubro de 2010

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Em qual momento eu  já não me via mais em seus olhos e nem me perdia na ternura de seus beijos que ficavam cada vez mais rápidos?


Me esforço tanto, mas o que vejo são apenas três pontos finais colocados em uma elegante sincronia perfeita e não reticências de esperança como você afirma. Mentiras bem ditas para alguém outrora interessante provoca o desapego. Não sabia?


 O engraçado é que em algumas semanas nos amávamos loucamente sobre seu colchão sem lençol e agora estamos aqui nos olhando como dois estranhos.


Talvez aquilo que vivemos era pena. Isso mesmo. Pena de nos perder pro mundo que em outros dias era só nosso e dos meus planos bobos.


Não te reconheço. Me amou durante esse tempo ou estava apenas preenchendo seu vazio e difamando o coração? Não me reconheço. Me diz o porque passei a maior parte sendo sua e te esperando se no fim nem eu mesma me tenho.


Pensando bem, olhando para essa sua estupidez nua de "homem maduro" entendo o motivo de amar em um colchão sem lençol...
 É bem mais fácil deixar ir embora alguém que não deixou marcas em sua vida!




Se era sofrimento que você esperava desta garota tola, não perca tempo com essa tentativa de elevar o ego. Pra mim você ainda é tão pequeno quanto antes. 


Apesar de tudo ainda não tenho motivos para chorar. Não por você. Tenho apenas algumas perguntas que vão continuar sem respostas e umas boas risadas de mim mesma no futuro.





Um comentário:

  1. homens... e ainda a gente acredita em exceção... ficou ótimo!

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